domingo, 27 de setembro de 2009

Sobre ser Guela!!

(contextualizando)

"Depois ter lavado alma no show do "Zeca Baleiro" e passado por momentos tensos e constrangedores(principalmente pra MIM) em uma república....de um capeta, uma caipirinha de frutas, cervejas..."


 Eram  3:00 hs da madrugada e estamos voltando para casa.... E eu em minha infinita guelisse, sem me dar conta que passava em frente ao POSTO POLICIAL.... abaixo o vidro do carro com o cigarro na mão e GRITOO: OHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH....

E em meio a chuva de petelecos alguém diz: "Você é LOUCA?!?! Isso é POSTO POLICIAL, vão parar a gente(nessa hora me senti uma bandida..rsrs)

Eu(respondo) : Pensei que fosse um Posto Médico.. hihihi

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Mama, I'm Coming Home

(contextualizando: Escrevi no Sábado 20/09/2009)

Hoje estou especialmente triste, meu menininho foi embora, voltou para sua terra quente e seca...

Não se despediu de mim, saber que ele foi embora através de terceiros em deixou bastante chateada.

Tinha um post todo esquematizado sobre ele com enredo da música do Zé Rodrix " Soy Latino Americano", pois foi a última música que cantou pra mim...Mais agora não vou escrever , será este aqui e agora..DEFINITO

Quando chegou era acanhado, sempre pedindo licença e desculpa para tudo. Sempre me filando um cigarro, falando bobagens de meninos sobre garotas. As vezes eu dava uns petecos nele....e ele apenas sorria.

Brigamos muitas vezes, eu mais com ele é claro(afinal eu o considerava meu irmão mais novo)....Ainda imaturo e intempestivo, talvez a idade seja a responsável, mais acredito que aprendeu algumas coisas importantes no tempo que ficou:

  1. A velha história ainda permanece : retirantes são enganados!
  2. É preciso ser forte para estar sozinho
  3. É preciso ser frágil para perceber que está sozinho
  4. Sorrisos brilhantes não significam amizades sinceras
  5. Realmente sangue as vezes não é o que deveria ser de fato
  6. É preciso ser homem para voltar para casa, depois do fracasso.

Vou sentir falta do sotaque tipicamente nordestino, das besteiras de menino, de quando me liga perguntando se estava TUDO BEM!...das conversas de botiquim..quando tentava me ensinar a falar espanhol, do seu português correto, do seu orgulho ser DeMolay.

Sentirei falta de muitas coisas, mais no momento foi melhor voltar para casa, seu coraçãozinho estava com muitas avarias...é bom estar em CASA!!


 

PS: Desculpe meu português errado, não vou corrigir!! Não quero usar a crase!!!!!!!


 


 


 

domingo, 23 de agosto de 2009

Vitória

"Hoje venci a batalha, talvez ela nem saiba que eu estou avançando sobre seu território!

A moral da minha tropa de pensamentos está elevada, está chegando a hora do ataque surpresa"

Alcoólicas

"Ai meu caros eu paro e penso: "QUE SAUDADES DA HILDA HILST", por que ela sim foi uma escritora assombrosa que me meti medo, que me fazia fechar o livro envergonhada - acho que ela fazia de propósito- me fazia parar ler uma página sempre com medo da seguinte, SIM medo...

MEDO dela, medo de MIM"

                                                 
                                            

  Alcoólicas (trechos)
I

É crua a vida. Alça de tripa e metal.
Nela despenco: pedra mórula ferida.
É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.
Como-a no livor da língua
Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me
No estreito-pouco
Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida
Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.
E perambulamos de coturno pela rua
Rubras, góticas, altas de corpo e copos.
A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.
E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima
Olho d'água, bebida. A vida é líquida.
                                                        H.H

sábado, 22 de agosto de 2009

Predileto

É com muito gosto que digo "Ciranda de Pedra" quando me perguntam qual  é o meu livro predileto, o primeiro contato que tive com com Lygia Fagundes Telles foi quando tinha eu tinha 15 anos(Ah quanta saudades do meu tempo de punk) através do conto "Venha Ver o Por do Sol", simplismente me apaixonei.
Certa vez quando andava pelo centro da cidade passeando de um sebo para o outro me deparei com "Ciranda de Pedra", ele estava bem na entrada do sebo nessas bancas onde ficam os livros desprezados, velhinhos e que não chamam atenção nem pelo título e nem pelo conteúdo mais sim pelo preço.
Pegue o nas mãos e fiz as certificações necessárias, estava em boas condições, não faltava nenhuma página e o preço eram míseros 2 reais.
Claro que o levei para casa com todo o cuidado em minha mochila azul....

PS:  Alguém sabe onde foi parar minha mochila azul? Talvez a minha mamis saiba!!!!!
 
“Ouça, querida – disse-lhe Otávia certa vez – não fique assim com essa mentalidade de donzela folhetinesca, não separe com tanta precisão os heróis dos vilões, cada qual de um lado, tudo muito bonitinho como nas experiências de química. Não há gente completamente boa nem gente completamente má, está tudo misturado e a separação é impossível. O mal está no próprio gênero humano, ninguém presta. Às vezes a gente melhora. Mas passa ... E que interessa o castigo ou o prêmio? ... Tudo muda tanto que a pessoa que pecou na véspera já não é a mesma a ser punida no dia seguinte.”



Eu sei

                                      Eu sei...

Eu sei, sei que serei atacada através da pena que toca o papel..!

Me desculpe não foi por mal, tinha que acontecer.

Eu sei que as palavras que saem da sua boca são para me glorificar, eu sei o quanto fui boa pra VOCÊ!

Não me condene, não é JUSTO!

Eu sei que você queria continuidade mais eu queria uma ruptura SEVERA de conceitos..
De coisas pré estabelicidas, de homologações, de vínculos mesmos..

Não iria suporte viver como um vulcão adormecido!
              
Gosto de abraço, gargalhadas, pele macia, de choro, de confusões..femininas, SIM!
                              
E isso você nunca poderia me dar.
                              
Ficou muita coisa BOA em mim...
                                 
            Não se preocupe, pois é meu HERÓI.
 
                         PS: Sinto falta do seu sarcasmo, nunca mais joquei Xadrez.

Para Você!!

Atendendo a pedidos de minha maior incetivadora resolvi publicar meus humildes escritos perdidos em gavetas, agendas,guardanapos,cadernos, embalagens de CD.....

Para você Fer, Therezinha, Pô, Pretinha,Guela...

Enfim para minha AMIGA-IRMÃ!

Hilda Hilst




"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.

Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."